Segurança de Alimentos: Importância e pré-requisitos

O mundo está cada vez mais preocupado com a segurança de alimentos e, a cada dia, cresce o número de pessoas que buscam se informar mais sobre como garantir a qualidade dos alimentos que estão consumindo.

Devido a consciência mais ampla em torno dessa questão, também temos acompanhado o aumento de denúncias contra estabelecimentos e pessoas que não adotam as boas práticas, o que pode configurar um crime contra a sociedade.

O conceito de segurança de alimentos adotado pelos principais órgãos e agências de saúde pública é o de que todos tenham direito ao acesso a alimentos de qualidade e que não comprometam as pessoas colocando-as em risco, não importando de qual etapa esteja sendo considerada.

Como podemos observar, a segurança de alimentos abrange todos os envolvidos na cadeia de produção e distribuição dos produtos. Ou seja, do produtor ao dono de franquias de alimentação, da dona da lanchonete ou de mercearia, até a pessoa por trás das decisões executivas de companhias alimentícias, todos têm que se preocupar com a segurança.

A seguir, vamos entender um pouco melhor sobre esse assunto. Acompanhe e saiba o que fazer para garantir que todos sejam beneficiados!

Importância da segurança de alimentos

Como vimos, a segurança de alimentos está relacionada com medidas que tem como finalidade garantir que os alimentos não apresentem nenhum tipo de risco — especialmente de contaminação — aos consumidores.

Observar as diretrizes apontadas por órgãos reguladores e pela Anvisa é essencial para que todos estejam protegidos. Há todo um processo que precisa ser observado, das regras para o correto manuseio ao tratamento dado à matéria-prima até o produto pronto para o consumo.

O peso e a importância de ações nesse sentido estão conectados com a própria questão da qualidade de vida das pessoas. Pois além de contribuírem para a redução de falhas e prejuízos no processo produtivo, as boas práticas de segurança de alimentos fazem com que as pessoas tenham mais confiança nas empresas e estabelecimentos que a praticam.

Aplicação prática da segurança de alimentos

Todos os setores que trabalham com alimentação se beneficiam quando adotam práticas de segurança e proteção. Um dono de franquia, por exemplo, pode obter a ajuda de um consultor para auxiliar os proprietários de sua rede em vários aspectos, tais como adequação dos locais, o cumprimento dos pré-requisitos para a obtenção de alvarás e, até mesmo, redução de desperdícios.

Se a pessoa é proprietária de uma lanchonete ou supermercado, ela também precisa se preocupar com a segurança de alimentos. Perceba que, nesse caso, ela tem um contato muito mais direto com os alimentos e com as pessoas, por isso, ela deve aplicar normas de segurança para garantir que os alimentos não estejam contaminados e que não sejam disponibilizados aos clientes de “qualquer jeito” ou sujos.

Vale lembrar que um descuido, por menor e mais insignificante que possa parecer, pode levar a intoxicações e, em situações mais graves, causar danos permanentes no indivíduo ou até provocar sua morte. Além disso, nem sempre é possível conhecer todas as etapas de origem do alimento, por isso, sempre é interessante optar por fornecedores que garantam um bom nível de transparência para uma melhor segurança de todos.

Quem está mais acima de toda essa cadeia, como as pessoas que são responsáveis pela produção, controle de qualidade e armazenamento de uma indústria alimentícia, devem ser as que mais atentas às questões da segurança de alimentos.

O ponto mais importante aqui é cumprir tudo o que as normas exigidas por lei e, assim, como companhias e empresas do segmento alimentício, terem autorização, a liberdade e a tranquilidade de estar contribuindo para tornar o mercado mais consciente desde a primeira fase, de forma justa e segura.

Pré-requisitos

Quando se trata dos pré-requisitos para o correto cumprimento de normas técnicas é preciso ter uma atenção especial. O principal motivo é que, de acordo com o segmento alimentar, aquilo que é exigido para o funcionamento e comercialização dos alimentos pode variar.

Além disso, há diversas certificações que são reconhecidas em nível internacional que podem ter suas variações, mas que, de maneira geral, partem sempre do princípio de oferecer um alimento cada vez mais seguro por meio de gestão de qualidade.

A Certificação de Orgânicos, por exemplo, é uma das mais importantes, tanto para o mercado interno quanto para o externo.

A família ISO 22000 dispõe de uma série de normas que atuam diretamente em vários aspectos na segurança de alimentos. Um exemplo é o ISO 22000:2018 que trata das orientações gerais para a correta gestão da segurança de alimentos.

Também há normas técnicas específicas com pré-requisitos para a agricultura, fabricação de alimentos, transporte, disposição no comércio, etc.

Segurança de Alimentos vs Segurança Alimentar

Aqui chegamos a um ponto que gera um pouco de confusão. Bom, quando se fala em “segurança de alimentos” o tema diz respeito a manutenção da qualidade dos alimentos comercializados e consumidos. Como observamos anteriormente, isso envolve desde a manipulação até o preparo para o consumo.

Já a “segurança alimentar” é um conceito que diz respeito com a criação e a implantação de políticas e projetos públicos com o objetivo de garantir a todas as pessoas, em todo o mundo e em todas as épocas, o direito de terem alimentos de qualidade e na quantidade ideal para que possam ter uma vida saudável.

No decorrer deste artigo, abordamos algumas das mais importantes questões relacionadas com a segurança de alimentos. Esperamos que elas possam ajudar a você a começar a trabalhar tais aspectos — caso ainda não o faça —, para ampliar suas possibilidades no mercado, se destacar da concorrência e garantir produtos seguros e de qualidade para os seus clientes.

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Autora: Dra. Adriana Abud é Médica Ouvidora, Expert em Food Safety, Food Defense e Food Fraud.

Imagem: Giovana Barbosa

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